Biorrefinarias desenvolvidas com tecnologia simples, que podem produzir diversos produtos com baixo consumo de energia e custos reduzidos de manutenção, serão apresentadas nesta semana em uma feira voltada para o agronegócio. Criada para ser uma alternativa para pequenos produtores, cooperativas e prefeituras na produção do bioetanol em baixa escala, o equipamento é capacitado para a moagem de 40 a 50 toneladas de cana por dia e produção diária de 500 a 5 mil litros de etanol a preços competitivos. Além disso, a biorrefinaria pode produzir etanol a partir de outras matérias-primas, como mandioca, sorgo sacarino, cereais entre outras.
A aquisição da mini-destilaria traz grandes benefícios aos produtores, a começar pela possibilidade de credenciamento junto a ANP para fornecimento de álcool etílico combustível para fins automotivos. "Além de ser uma iniciativa inovadora, a usina inteligente também garante redução de custos com transporte do produto primário à refinaria e geração de empregos em áreas rurais", complementa o diretor-presidente da Fundição Água Vermelha, Osvaldo Mazer, uma das três empresas parceiras que levarão o produto ao mercado.
Outra parceira é a Usinas Sociais Inteligentes - USI, cujo diretor, Eduardo Mallmann, ressalta a importância do produto diante do aumento da demanda por biocombustíveis. "Com o apelo mundial por energia limpa e renovável, a utilização de Mini-destilarias em comunidades, associações, cooperativas, prefeituras e propriedades rurais vão se tornar uma realidade mundial. Todos os elementos da cana podem ser utilizados, inclusive o bagaço e o vinhoto. Tudo, claro, tem destinação no desenvolvimento sustentável e na qualidade de vida", explica o executivo.
O produto já tem patente requerida junto ao INPI e levou quatro anos de desenvolvimento tecnológico. Além dos esforços das três empresas (a terceira é o grupo e-usinas), contou com o apoio de entidades como UFRGS, UFSM, ITP, Embrapa, Emater, Banco Mundial, Projeto Gaia e Abimaq.
Fonte: Rede de Tecnologia Social
